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Vaivéns da alma
Vaivéns da alma

Vaivéns da Alma
Autora Roseane Souza

Vaivéns da alma, é um livro que trata do sofrimento, dos traumas psicológicos, causados as mulheres durante e depois do estupro, quando suas vidas são mudadas para sempre. O livro fala da culpabilidade que te tenta impor as mulheres, e de como são tratada após o fato ocorrido.


O livro apresenta cinco partes ou seções, bem divididas, sendo a primeira parte para a apresentação dos personagens. E na segunda, terceira e quarta parte a história desenvolve ficando o desfecho para a parte final com uma boa surpresa.


Vaivéns da alma conta a história de Olivia uma moça alegre e bem resolvida que teve sua vida mudada pela chegada de Esdras, que aos olhos dela rouba seu quarto, e então ela decide odiar o moço invasor.

Quando Olivia e estuprada e espancada por um playboy, sua vida muda por completo e ela não encontra o apoio em sua antes unida família que por nunca terem passado por esta situação não sabem como proceder.


Esdras o menino recém-chegado, o invasor de quartos, resolve tomar para si a tarefa de trazer luz ao mundo escuro de Olivia e com carinho e amizade devolve a cor ao rosto sofrido da moça.


A história em si lembrou-me uma série da Netflix que foi baseada em fatos reais o nome da série é (Inacreditável), por que realmente é inacreditável que homens ditos da justiça, tratem as mulheres que sofreram violência sexual de forma leviana tentando encontrar a culpabilidade da vítima.


Encontrei citações nos capítulos 13 e 57, referentes à música “Seguindo no trem azul da banda Roupa Nova”gravada em 1985. O desenho infanto-juvenil da Pollyanna um clássico escrito em 1913 por Eleanor H. Porter. E no capítulo 38 a autora cita As Brumas de Avalon, um clássico escrito por Marion Zimmer Bradley.


Olivia ao buscar socorro na delegacia encontra um destes homens, mas para sua sorte ali estava presente uma mulher que puxa o freio do atrevido e toma frente do interrogatório.
A autora foi muito feliz em expor o tema e soube tratar os personagens como mereciam, os bons com seus troféus e os maus com seu castigo.


E descreveu muito bem a ação da mãe do Breno o estuprador, que estava preocupada com aquilo que seu filho perderia sendo preso e não com os danos que ele causou as suas vítimas.
Como a autora diz em seu (posfácio) “o lado bem de criar histórias é que podemos dar a ela os desfechos que gostaríamos ver na vida real.”


Brenos e Olivias a mídia nos apresenta todos os dias e o desfecho quase nunca é de justiça para as vítimas.
Este livro deve ser lido por mulheres e por homens, porque a descrição do martírio da Olivia e o de muitas mulheres na vida real.


Este foi o primeiro livro da autora que tive o prazer de ler. O livro foi lido e debatido em um grupo de leitura no WhatsApp, chamado Clube do Nacional 2.0.
Alvorada: 22/11/ 2020
Ironi Jaeger- Escritora contista.