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Mudando de Assunto
Mudando de Assunto

MUDANDO DE ASSUNTO

Por Ironi Jaeger

 

Nada dura para sempre a não ser na nossa memória, e nela não podemos morar, apenas lembrar.

(O Jardim da Meia-noite).

 

Houve um tempo, não muito distante, em que os filmes, séries e as histórias contadas nas novelas, assim como os livros de romance, faziam as damas suspirarem e desejar um amor verdadeiro e duradouro e os cavalheiros, desejar que as mocinhas fossem “um pouco ousadas” como as mocinhas dos livros.

 

Uma época em que as tramas eram construídas para fazer o leitor sonhar e invocar o senso de justiça, onde o bem sempre vencia o mal.

 

Nos filmes modernos e nas produções literárias apesar de quererem nos ensinar o contrário, involuímos. Nossas crianças já não sonham com fadas, dragões, bruxas, princesas e castelos mágicos. Não sonham em crescer e viver um amor puro, que atravessa o tempo e enfrenta por ele as injustiças e desfaz maldades.

 

Nossas crianças aprendem que precisam “ter” e não “ser” e, que a obediência aos pais e professores virou opressão.

Nossos jovens, já não sonham em encontrar um parceiro de respeito e ter um casamento feliz e estável, tornaram-se agressores e deprimidos.

 

Um dia, no passado recente, alguém inventou que odiar é mais fácil do que amar, chorar é mais fácil que sorrir, morrer é mais fácil que viver.

 

Alguém disse que não devemos mais sonhar, mas viver na realidade fria e cruel do dia a dia, pois os sonhos são perda de tempo. E que amor nunca foi valioso como o diamante, que é capaz de vencer o tempo e cortar as barreiras, mas ordinário como o sal que se derrete assim que um pouco de umidade o alcança.

 

Atualmente tudo é volátil, nossos filhos têm tudo o que o dinheiro pode pagar, e os pais fazem sacrifícios para dar a eles aquilo que em sua infância não tiveram.  Por isso, planejam e executam um número de filhos perfeitos e os criam para uma sociedade doente, ensinando-os a viver para si mesmos, sem respeito pelo próximo, sem educação, sem limites, sem valores culturais ou morais.

 

A questão é que a liberdade, não nos obriga a pensar e nos torna exatamente aquilo que a modernidade exige, seres sem vontade própria, massa de manobra, que caminha para o lado daquele que gritar mais alto.

Nossa sociedade está doente e o remédio é a volta à pura e sociável sociedade, onde impera o amor e o respeito. É pedir demais?

 

30/09/2019