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Entrevista Rodrigo Abranches
Entrevista Rodrigo Abranches

Rodrigo Abranches, um entusiasta da house music

DJ coloca o público para dançar em casa, durante a pandemia do novo coronavírus (Cobvid-19); lives são aos sábados, a partir das 19h

"Esse movimento pela diversificação e respeito aos diferentes gêneros da música só tem a agregar, a cena fica mais rica, a cultura musical mais bela e os fãs mais satisfeitos”

Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e as recomendações de distanciamento social, eventos de música eletrônica foram duramente atingidos. Com isso, o DJ Rodrigo Abranches tem se dedicado às lives no Facebook. O resultado é a alegria de um público pra lá de diversificado. 

- Uma das melhores partes do Facebook é que você é capaz de fazer uma transmissão ao vivo e alcançar os fãs existentes muito mais rápido. Com essa nova tendência, surgiu a ideia de fazer minha live, me equipei corretamente para me apresentar da melhor maneira possível. Assim verifiquei a agenda das lives da cena eletrônica e fechei meu horário: às 19h de sábado - diz ele, que mora em Volta Redonda e nasceu em 1976. 

Segundo o DJ, o seu objetivo profissional é levar alegria e entretenimento a qualquer lugar por onde passe. Ele conta que um dos principais pontos que o levaram à profissão de DJ foi sua amizade com o também DJ Robinho (Robix).

  • Não fui aluno dele, mas convivendo em parceria e amizade me fez ter a certeza de que era essa a profissão que eu queria.
  • Abranches foi residente no Club Le Fetiche, Secret Lounge Bar e Secret Party (Estação Penedo) e Club The Garden (Volta Redonda). Tocou em todas as festas dos promoters Flavio Lavigne e Luciano Sena e nas PVTs do lendário Silvinho. Também tocou no clubes Le Boy (Rio), residente nas festas do DJ Ricardo Rodrigues; Engels Clube (Cabo frio); Quiosque Bambu (Cabo Frio); Barril 2000 (Cabo Frio); Stand-Up (Juiz de Fora); Café Acústico (Juiz de Fora); Lord Club, Boate Porão, Vila Bonaza e Auê House (essas quatro em Volta Redonda).

    - São casas noturnas e festas importantes na minha história - enfatiza.

    O ponto de referência que influencia no trabalho de Rodrigo Abranches é o estilo musical: house music e big room, vertentes que levam o público a identificá-lo facilmente.

    O início do meu percurso não foi fácil e defino com simplicidade. Todas as dificuldades serviram para o engrandecimento da carreira de qualquer iniciante e amante da profissão de DJ. Não pude entrar no curso de DJ do Robinho (Robix), eu tinha na época 15 anos e meus pais achavam que eu não devia entrar. Lembro-me das vezes em que eu tocava 0800 para mostrar minha técnica e meu amor pela profissão. Muitas vezes!

  • Mas logo veio o feedback, os convites para tocar profissionalmente apareceram e Abranches tornou-se um dos mais queridos DJs da região.

    - A música eletrônica tem sido popular há muito tempo na Europa, os mercados norte-americano, sul-americano e asiático dominam a cena mundial, por isso penso, sem parecer pretensioso, que no futuro isso realmente poderia ser realizado (sonho de todo DJ). Mas no momento eu fico feliz e realizado com possibilidade de receber um convite para tocar no Club The Week. Vai ser incrível!

    Confira a entrevista com Rodrigo Abranches

  • Não tenho um play list antes elaborado para tocar na live, vou escolhendo as músicas na hora, conforme minha vibe". 

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    Como está a repercussão das suas lives? Você sente que o público é de faixa etária diversificada? Ou há predomínio de determinada idade? 

    Desde o início da quarentena, o Facebook virou uma das janelas de comunicação de qualquer artista. Impossibilitados de trabalhar, os DJs têm utilizado a plataforma para ajudar quem está em casa a matar a saudade de uma pista de dança e divulgar seu trabalho.

  • Esse movimento pela diversificação e respeito aos diferentes gêneros da música só tem a agregar, a cena fica mais rica, a cultura musical mais bela e os fãs mais satisfeitos.

  • Como entusiasta do house, sempre acompanhei os lançamentos e referências no gênero LGBT e certamente minha live atingiu uma faixa etária diversificada, o que pra mim superou a expectativa para o horário.

    Como você faz a seleção das músicas? É um trabalho de pesquisa, durante dias antes da live, ou você vai escolhendo na hora, de acordo com a sua vibe?

  • Nas baladas, nos bares ou mesmo dentro de casa a música eletrônica é sempre uma ótima pedida quando o assunto é animar o ambiente e colocar todo mundo pra dançar.

  • O estilo de música house é a minha assinatura como DJ. Com isso, tenho um trabalho de pesquisa que faço normalmente, daí surge minha seleção de músicas. Não tenho um play list antes elaborado para tocar na live, vou escolhendo as músicas na hora, conforme minha vibe.

    Quais as principais diferenças entre tocar virtualmente e presencialmente?

    A interação virtual não existe sincronia na comunicação, até mesmo por meio do uso das plataformas digitais não consigo interagir com meu público. Já a interação presencial promove o contato face a face, sincroniza a comunicação e a ação do meu público é bem mais rápida, o retorno é imediato.

  • "De um dia pro outro o cara, ou a menina, é a nova sensação das noites nas maiores e melhores casas do mercado, enquanto o ‘verdadeiro’ foi deixado de lado pelo simples fato de que a pessoa hoje em dia já acostumou a simplesmente escutar música toda vez que frequenta um club". 
  • Aqui na região, principalmente em Volta Redonda, as oportunidades de trabalho ficaram escassas? 

    Enquanto o mundo tenta conter o avanço da doença, o nosso cotidiano mudou, ainda que temporariamente. Sabe o que não devemos mudar? A nossa vontade de nos preparar para agarrar as melhores oportunidades daqui por diante.

    Você não faz concessões ao estilo/gênero musical que gosta de tocar, para conseguir espaço no mercado, certo? Isso te prejudica? Fecha portas? Que análise você faz dessa questão?

    Diante de um cenário cada vez mais competitivo, meu objetivo é o de promover a alegria e felicidade com meu gênero musical, sem ter rotulação. Ou seja, ao mesmo tempo em que reitero a minha importância como DJ, proponho um trabalho sempre mais recente e atualizado, a fim de que eu também faça parte do crescimento da cena eletrônica.

    A profissão de DJ está banalizada e desvalorizada? Se sim, a que você atribui isso?

    No decorrer dos últimos anos a palavra "DJ" virou moda por todos os cantos, nosso trabalho ficou tão competitivo que agora temos que tomar cuidado até com aqueles que nos pedem para fazer uma foto usando o nosso headphone ou na frente de um setup, porque no dia seguinte, ele ou ela estão se lançando no Facebook e outros meios de mídia como "DJ Fulano ou DJ Cicrano", e isso, meus queridos, eu venho presenciando há muito tempo.


  • Eu não estou aqui para criticar ninguém ou até mesmo cortar o barato de quem quer ser feliz por uma noite…

  • Eu apenas fico triste quando vejo uma pessoa que leva anos para melhorar e aperfeiçoar suas técnicas, passa noites e noites acordado procurando músicas, gasta até o que não tem disponível para comprar aquele equipamento novo que fará uma diferença na sua apresentação…
  • E de um dia pro outro o cara, ou a menina, é a nova sensação das noites nas maiores e melhores casas do mercado, enquanto o "verdadeiro" foi deixado de lado pelo simples fato de que a pessoa hoje em dia já acostumou a simplesmente escutar música toda vez que frequenta um club, em vez de ver o DJ se apresentar, fazer diferente ou simplesmente interagir com o público.

  • Pensa comigo: O público não quer saber se você usa pick-up, CDJ... Se você usa controladora ou turntable. O que eles querem na verdade é usufruir ao máximo do tempo que eles têm para se divertir. E como a maioria pagou para entrar, nós temos mais do que a obrigação de fazer com que o público saia da casa satisfeito! Lembrando, claro, que é impossível agradar a todos!

  • O que você fez para melhorar sua apresentação nos últimos anos? Você ainda continua simplesmente trocando de música entre A e B, dizendo que ainda é DJ de verdade porque toca nos "pratos", enquanto o garoto de 14 anos (cheio de energia) cria seus próprios loops, efeitos, etc. Ou você também está acompanhando o mercado e fazendo diferente?
    Fica ai minha pergunta.
  • Top 10 (comentado) das lives do Rodrigo Abranches

    1) Lady Gaga feat. Elton John - Sine from above - “Existe uma química muito grande entre os dois, essa música certamente mexe com quem está escutando”.

    2) The Pussycat Dolls - React - “Um grupo antigo que deu uma parada na carreira retornando com tudo com essa música no seu álbum novo”. 

    3) Dua Lipa - Dont start now - “Cantora da nova geração, essa música me passa uma sensação muito boa”.

    4) Sam Smith - How do you sleep - “Outro cantor que veio para ficar, confesso que não dava nada por ele, conforme os novos remixes ele me cativou”.

    5) Beth Sacks - You can heave my heart - “Essa cantora canta com a alma, ela me passa uma paz incrível com seu vocal. Amo de paixão!”.

  • 6) Madonna - I rise - “Com seu carisma e sua forma de se expressar, Madonna cativa qualquer um, seu trabalho é sempre atual, sua forma de interagir com o público faz da nossa Diva número um a precursora da música pop. Pra mim ela simplesmente é, não existe outra. Essa música eu dedico a você Claudio Alcântara”.

    7) Joelapussy - Im fabulous - “Hot e simplesmente fabulous”.

    8) Tones and I - Dance monkey - “Quando escutei essa música pela primeira vez achei um lixo, aí vieram os remixes. Daí essa música ficou top”.

    9) Ava Max - Kings & queens - “O que falar da voz dessa mulher? Simplesmente fantástica, eu amo essa voz e a música, então! Não tenho palavras para definir, amo e ponto”.

    10) Selena Gomez - Lose you to love me - “Novo talento da nova geração, e a música é top”.

    > Acompanhe o trabalho do DJ Rodrigo Abranches:
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