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Entrevista autor Afonso Guerra
Entrevista autor Afonso Guerra

Focado na Poesia

Afonso Guerra-Baião - A adrenalina do ato de escrever

Professor e escritor fala das suas influências literárias e dos projetos para o segundo semestre de 2021

“A poesia nos ajuda sustentar o sentimento do mundo”

 

Afonso Guerra-Baião é professor e escritor. Publicou recentemente “Sonetos de Bem-dizer / de Maldizer”. Colabora em revistas e sites, além de publicar em suas páginas no Facebook e no Instagram.

Confira a entrevista com Afonso Guerra-Baião

> Segundo a sua percepção, esta época de pandemia mundial (novo coronavírus/Covid-19) é boa ou é ruim para a criação literária? Você se sente mais ou menos inspirado?

Inpiração, para mim, vem com a adrenalina produzida pelo ato de escrever. A pandemia ajuda na medida em que o isolamento me deixa mais focado e menos distraído.

> Quando iniciou o seu interesse pela poesia?

Meu interesse pela poesia vem das primeiras leituras que fiz na adolescência.

> Sente na sua obra a influência de algum ou alguns poetas?

Sim. Jorge de Lima, Drummond, Camões, João Cabral, Brecht.

> Qual é a reação dos leitores? Eles curtem? Enviam sugestões?

Recebo muitos retornos gratificantes de leitores nas redes sociais.

> Você gosta de interpretar poemas? Como se sente declamando?

Eu não sou um bom declamador.

> Afonso, alguns falam que a poesia não tem utilidade prática, que não serve para o mundo de hoje. Qual é a sua opinião?

A poesia nos ajuda sustentar o sentimento do mundo.

> Você acha que em poesia o título é importante ou é supérfluo?

Ás vezes é importante. Ás vezes é chave para interpretar o texto.

> Se você fosse obrigado a escolher um poema de sua autoria que represente o seu estilo, a sua voz poética, qual escolheria?

Ninguém faz ode à tristeza:
mesmo a canção mais triste
soletra o alfabeto da alegria. 

> E 2021 continua o problema da pandemia. Quais são os projetos para o segundo semestre?

Ler muito, escrever bastante.