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Entrevista Ariel Vinicius
Entrevista Ariel Vinicius

alento Expressivo

A força e a sensibilidade artística de Adriel Vinícius

Cantor fala sobre a sua trajetória, comenta o cenário pandêmico e revela lançamento de novo álbum

"O momento pede coragem”

A arte é revigorante necessário nestes dias caracterizados pelo distanciamento social, motivado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Espetáculos e exposições virtuais colaboram, homeopaticamente, no alívio do tédio, da ansiedade e dos transtornos advindos das incertezas. Artistas de várias vertentes estão produzindo em larga escala, e a demanda é expressiva. As lives propiciam, aos confinados, acesso a inúmeros eventos. Dentre eles, apresentações musicais que calcificam o ânimo e agregam aculturação.

O compositor, guitarrista e cantor Adriel Vinícius, 29, sobressai na cena artística. Ex-vocalista da banda de reggae Mente Sã. O goianiense tem presença efetiva nas redes sociais. Promove interpretações carregadas de forte dinâmica interativa. Tocou no Festival Go Rock, ocorrido no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em 2016. O músico comprova a habilidade goiana em conceber talentos expressivos, e impacta o cenário artístico nacional.

- A melhor resposta ao trabalho que tenho feito, nas ruas e nas Casas, são os olhares agradecidos e os corações abertos pra o som que se reinventa, de tempos em tempos: o rock - avalia Adriel.

Confira a entrevista com Adriel Vinícius

Como se deu o seu envolvimento com a música? Quais as suas influências artísticas?

Vim de uma família de artistas. Talvez, isso tenha me influenciado, além da música brasileira, latina, etc.

. Você toca quais tipos de instrumentos? Em quais plataformas digitais pode-se encontrar seus trabalhos?

Sempre amei instrumentos de cordas: baixo, guitarra e violão. Minhas músicas estão no YouTube e em demais plataformas digitais.

. O que te inspira para o ato da composição?

Tudo pode inspirar no ato de dizer música, com o sotaque do que eu já ouvi.

. Quais fatores você considera no momento da escolha do repertório?

Eu preciso realizar uma narrativa com começo, meio e fim, onde o diálogo se dá seguindo a proposta do evento, numa perspectiva sensível ao público.

. De que maneira a pandemia do novo coronavírus afeta a sua rotina como músico?

De todas as maneiras possíveis. Com o fechamento das casas culturais, teatros e ruas, minha música foi para a internet mais intensamente. Via lives, aulas e gravações, como nunca antes.

. Devido ao confinamento social, os eventos virtuais compartilhados ao vivo nas plataformas de vídeo da internet têm aumentado, indo de tendência à moda mundial. Neste sentido, quais projetos e novidades você revela para o seu público?

Divulgação nas lives do meu novo álbum “Coragem”. Momentos muito especiais.

 Por que “Coragem” é o nome destinado ao novo trabalho?

Esse é um álbum de reggae, depois de vários anos sem fazer este tipo de música. Reggae é uma expressão de coragem e o momento pede coragem!

. Em 2020, teremos eleições municipais. Quais pautas culturais imprescindíveis para apresentação aos candidatos?

O setor artístico foi o primeiro a parar, e será o último a retornar. Isso exige um olhar cuidadoso em direção aos profissionais que ajudam preencher essa vida de valor e significação.

. Li recentemente uma crítica empreendida por um escritor e jornalista goiano, e este, dizia que a música é a criação artística que mais sofreu retrocesso no Brasil. O que você vislumbra como tendência para a música brasileira?

Tendência de ser bem consumida em outros lugares onde as artes recebem valores nobres. Vemos uma possível ascensão dos drives-in. Aqui, no Brasil, se continuarmos caminhando, como estamos, a tendência é morrer de fome, mesmo. Sendo artista ou não! Contudo, destaco o valor das artes na construção do indivíduo, em termos de força e sensibilidade.