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Entrevista Ale Matheus
Entrevista Ale Matheus

A zoeira aleatória de Ale Matheus

Um dos pioneiros do stand-up comedy no Sul Fluminense entrevista amigos famosos em suas plataformas digitais, como Hélio de la Pena e Cláudio Manoel

"Sou muito mais reconhecido fora do Sul Fluminense do que dentro. Mas, sinceramente, isso não me abala ou me frusta”.

Ele é de Barra Mansa, mora em Resende e começou bem tarde a se aproximar das artes cênicas, muito por influência de amigos. Já foi iluminador, sonoplasta e ajudava nos bastidores de peças teatrais locais. Ale Matheus é comediante e faz sucesso com o talk live show “Aleatório”. Em 2010, formou com amigos a Cia de Humor Os Mukiranas, e viajaram por diversas cidades com jogos teatrais. Logo, veio a vontade de expandir horizontes e migrou para o stand-up comedy.

- Essa arte que até hoje exerço com amor e dignidade. Hoje, me apresento solo e sou integrante dos Quase Aposentados, grupo de stand-up comedy que ainda conta com os comediantes Cadu Manhães (São Gonçalo - RJ), Doka Anderson (Barra Mansa - RJ) e Kiko Oliveira (Niterói-RJ). Ao lado do amigo comediante Doka Anderson, somos os pioneiros do stand-up comedy no Sul Fluminense - diz.

Confira a entrevista com Ale Matheus

Quando começou na comédia stand-up? Influenciado por quem? E por que essa opção?

Em 2014, ainda com a Cia de Humor Os Mukiranas, subi pela primeira vez ao palco com meu texto, um rascunho (risos). E, por incrível que pareça, deu certo. Até estranhei, até porque a maioria dos comediantes "dá água" (piada interna para quem vai mal no palco). Enfim, comecei com o pé direito.
Minhas influências na comédia no geral são: Mussum e o Tião Macalé. Tião Macalé só de olhar me faz morrer de rir. Agora, influências na comédia stand-up tem o Tracy Morgan, que é metralhadora de punch line. Gosto das caras e bocas do Martin Lawrence e, claro, o Deus do stand-up comedy, Dave Chappelle.
Acredito que esta opção de apresentar sem fantasia, sem personagem e de cara limpa é a forma mais íntegra de comédia.  Mas é apenas uma opinião, hein. (risos) 

A sua transição para o conteúdo digital se deu naturalmente? Ou foi devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19)?

O projeto digital existia antes da pandemia, eu só não dava muita ênfase a ele. Logo veio a pandemia e o único jeito de trabalhar era o home office. Aproveitei minha network e fui convidando amigos famosos que fiz graças aos palcos para dar continuidade ao projeto “Aleatório”.

Que tipo de conteúdo você trabalha nas redes sociais? E qual a plataforma você mais gosta e faz sucesso? Instagram, Facebook, TikTok...

Minha plataforma, ou melhor, minhas plataformas são Instagram e YouTube. Mas outras, como WhatsApp e Facebook, ajudam como mecanismo de divulgação. Mas o Instagram me dá um respaldo maior. Mesmo depois que perdi minha principal conta, hoje uso a particular e em dois meses consegui mais de 350 seguidores orgânicos. A tendência é crescer ainda mais, devido à qualidade dos convidados, que vai de Mauro Galvão multicampeão pela seleção brasileira e Vasco da Gama, ao Hélio de la Pena e Cláudio Manoel, do “Casseta e Planeta”.

Você vive exclusivamente da sua arte? Ou, como grande parte dos artistas, divide essa profissão com outra atividade?

Viver de arte no Brasil é quase utopia para artistas que não estão na mídia tradicional. Mas, graças a Deus, consegui passar por barreiras e, sim, vivo do meu trabalho como comediante. Mas não é, e nunca foi fácil, tem que ralar, estudar e ter muita, mas muita, força do pensamento positivo.

A pandemia parou com as atividades artísticas presenciais, o que fez com que a maioria dos artistas optasse por conteúdos na internet, como lives gratuitas. Quais os pontos positivos e negativos dessa opção?

Sinceramente não consigo identificar algo negativo nisso. A positividade corre lado a lado comigo. Então não consigo enxergar nada além disso. O trabalho sempre vence!

Antes da pandemia, como estava o cenário artístico na sua cidade e na região?

Antes, como agora, a fomentação da cultura no geral aqui onde resido, é bem precário. Mas não vou entrar nessa questão. A verdade é que sou muito mais reconhecido fora do Sul Fluminense do que dentro. Mas, sinceramente, isso não me abala ou me frusta.

O retorno do público aos espetáculos, pós-pandemia, será lento, gradual? Ou você acredita que esse período de isolamento (pelo menos dos teatros e espaços culturais) fará com que o público prestigie rapidamente os artistas?

Teremos as duas "coisas". (risos) Os mais crédulos vão voltar aos poucos, mas isso aqui é Brasil, onde tudo pode acontecer...

Na internet, como você avalia a maioria dos conteúdos? Há talentos genuínos fazendo sucesso?

A internet é terra de ninguém, mas tem coisas interessantes, e o Sul Fluminense tem muita gente talentosa. Gosto de ficar zapeando o YouTube e buscando novidades da região. Se for para falar de nomes, gosto da luta do Gabriel Sam, gosto da minha amiga @falaainana, que é radialista e atriz, das boas, entre outros.
Gostaria de agradecer a oportunidade do OLHO VIVO e parabenizar o árduo trabalho que há anos presta à cultura regional. 

> Redes sociais: @alermatheus