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Como tudo começou... Os Caminhos de uma Escritora
Como tudo começou... Os Caminhos de uma Escritora


OS CAMINHOS DE UMA ESCRITORA

 

No ano de 2012, quando entrei num programa para parar de fumar, o meu cérebro jamais poderia imaginar uma volta ao passado, e com toda a bagagem e experiência adquirida no decorrer dos anos. Difícil entender? Eu continuo me surpreendendo com as transformações. O médico disse que o meu cérebro oxigenou. Arejou, limpou, voltou a ser jovem, com a mesma determinação que era uma característica da minha vontade. Apaguei as lembranças dos últimos anos de fumante. Guardei em uma cápsula e abri o velho baú de madeira entalhada, repleto de recordações, planos, projetos e uma vivência feliz e colorida.

 

E no velho baú eu reencontrei um amor eterno. Tão verdadeiro que jamais será esquecido, viverá para sempre e eternamente. O reencontro me fez recordar de momentos encantadores, e por dias e dias eu acordava, pensava, dormia, sonhava com uma torrente de pensamentos desordenados. Até o dia em que acordei pensando em escrever um livro. Não um livro qualquer, a história de um amor verdadeiro e único.

 

E durante os dias que se seguiram, eu fui sonhando e escrevendo. Escrevendo e sonhando mentalmente, e a história foi sendo esculpida dentro de mim. E agora? Faço o quê? Nunca em minha vida conseguira escrever os meus pensamentos ou materializar em letras o que acontecia na minha mente. E a dúvida me perseguiu por alguns dias. E ao término de uma reunião de ex-fumantes, comentei com a coordenadora, uma pessoa incrível que me incentivou a escrever o livro, dizendo que ela seria a primeira pessoa a ler. Entregou-me uma pequena mensagem num cartão, que dizia: “Acredite um pouco mais na força de sua própria intuição. Muitas vezes deixamos de realizar algo de bom ou que nos favoreça simplesmente porque achamos tudo muito difícil e por isso nem começamos”. Após a leitura, a decisão foi tomada e eu escreveria o livro.

 

Por três dias, abria o notebook e ficava olhando para a tela. Criei os personagens e nomeei o elenco. Pesquisei muito para compor os cenários, onde poderia ambientar o romance, e em todos os pequenos detalhes que envolvem a vida das pessoas, e que deveriam constar na história. Mas não conseguia iniciar o texto.

 

Após um sonho, ao acordar no quarto dia, eu decidi começar a escrever. E depois de toda a minha indecisão, as palavras fluíam naturalmente. Como se eu estivesse habituada a escrever todos os dias.

 

Fiquei transcrevendo meus pensamentos, por mais ou menos dois meses. Não lembro quantas páginas do word, mas meu filho disse: não basta, um livro que se preze precisa ter no mínimo 200 páginas. E agora? Retornei ao baú de recordações. E depois de uma noite bem dormida, acompanhada de belos sonhos, eu acordei sabendo o que precisava fazer para concluir o meu livro. Então, eu dormia, sonhava, acordava e escrevia. Enquanto trabalhava, eu pensava no livro. Na rua, na condução, eu pensava no livro. O livro ocupava minha mente 24 horas/dia. E enfim, ficou pronto... E no baú de recordações eu encontrei o título “Ensaios para a Lua de Mel”.

 

Até aqui, o meu pensamento era escrever esse livro. Não pretendia escrever outros, ou melhor, sequer havia pensado na possibilidade de me tornar escritora e também não conhecia o mercado literário. Estamos em fevereiro/2013.

 

Nell Morato/30.06.2014